Arts + Handicrafts

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"As rendas são uma terapia mas não vejo quem queira aprender"

Maria José Abreu aprendeu a bordar por volta dos 12 anos com as freiras do colégio onde se formou, no Porto. Até 1985, fazia-o para se entreter, mas quando foi viver para Ponte da Barca, terra dos avós, começou a dedicar-se mais a este ofício. Maria José faz rendas em croché e em algodão e, por vezes, utiliza linho "para dar outro toque à peça". Trabalha por encomenda, por esquemas que as clientes lhe trazem, mas gosta mais de "fazer o que entende". Faz renda "com muito gosto" e diz que "as mãos têm que estar sempre a trabalhar, é uma terapia para a minha cabeça". Considera que o futuro deste ofício "depende das nossas gerações" e que como atualmente as pessoas são mais práticas, "isto dá muito trabalho e não vejo quem queira aprender".