Onda de calor. Chamadas para o INEM aumentaram 20%

Aumento corresponde a 764 chamadas a mais, por dia, entre quarta-feira e domingo. Fonte do INEM admite que "os tempos de espera para atendimento das chamadas são mais elevados", mas recusa a hipótese de alguém ficar "sem resposta".

As chamadas para a emergência médica tiveram um "aumento substancial" nos últimos dias, tendo-se registado mais 20% de telefonemas para o 112, disse esta segunda-feira à Lusa fonte do INEM.

Segundo o INEM, o aumento "muito substancial" do número de chamadas de emergência e a consequente ativação de meios justifica-se "sobretudo pelo agravamento de situações de doença crónica" e pela "onda de calor verificada nos últimos dias".

O aumento correspondeu a "umas significativas" 764 chamadas a mais, por dia, entre quarta-feira e domingo, comparando com o período homólogo do ano passado.

O aumento do número de chamadas teve "naturalmente impacto" no funcionamento dos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), apesar do "reforço de operacionais", que tiveram um "esforço acrescido", segundo a fonte.

Esta segunda-feira, a Associação de Proteção e Socorro (APROSOC) disse em comunicado que na última madrugada, às 2h30, o CODU do INEM tinha 18 chamadas em espera e que o número de chamadas em "call-back" (recuperação de chamadas desligadas) era cerca de 90.

A fonte do INEM disse à Lusa que "naturalmente que os tempos de espera para atendimento das chamadas são mais elevados, em consequência do acréscimo muito significativo da procura dos serviços de emergência médica".

E acrescentou que "nenhuma chamada fica sem resposta", até porque o sistema "call-back" permite recuperar chamadas desligadas ou que caíram antes de serem atendidas, havendo profissionais com a função específica de fazer essas chamadas de volta.

"O INEM, fruto do aumento dos pedidos de socorro já referido, tem atendido perto de 5.000 chamadas de emergência por dia, e repudia publicações em alguns fóruns que têm como único objetivo provocar ansiedade e alarme na população portuguesa", adiantou a mesma fonte.