JN Direto

Dois meses depois, Francisco pôde visitar a esposa Celeste no lar

Ana Peixoto Fernandes, JN Direto14h32 — 19 Maio 2020

"O toque faz falta a qualquer pessoa. É importante", comentou Francisco Amorim de 56 anos, que ao fim de dois meses pôde visitar a esposa Celeste de 55, no lar Casa de Magalhães, em Freixo, Ponte de Lima. Marido dedicado, pai de dois filhos, foi o primeiro a marcar visita. A mulher, com que está casado há 30 anos, sofreu, há cinco, um AVC que deixou sequelas profundas a nível motor e cognitivo. Os 30 minutos a que teve direito para a ver a foram duros. A instituição criou, na entrada traseira do edifício, um espaço para as visitas, mas com um acrílico a separar. Francisco contou, à saída, que Celeste tentou tocar-lhe várias vezes com a mão apesar da barreira física que os separava. "Foi muito complicado. Deixei de ir trabalhar hoje [para a visitar] e assim que ela poder ir a casa, vamos ter os dois uma semaninha de férias", disse, confessando a vontade de "lhe dar um abraço".

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG