Putin disponível para encontro com Trump

Lusa08h53 — 10 Junho 2018

O presidente russo está pronto para se encontrar com o seu homólogo norte-americano, assim que os Estados Unidos "estiverem prontos" para isso. Putin falava este domingo à margem da Organização de Cooperação de Xangai, onde falou da luta contra o terrorismo, do acordo nuclear com o Irão e da Síria.

"Assim que o lado do norte-americano estiver pronto, esse encontro acontecerá, mediante a minha agenda", declarou Vladimir Putin, que falava aos jornalistas à margem da Organização de Cooperação de Xangai, na cidade portuária de Qingdao, norte da China.

O presidente russo defendeu ajuda mútua entre países na luta contra o terrorismo, nomeadamente em conflitos como o do Irão e da Síria, e manifestou apoio a estes regimes. Afirmou que "uma das prioridades" desta estrutura devia ser "a assistência diplomática em conflitos próximos das fronteiras" de cada país.

E incluiu, além do Irão e da Síria, a China, o Paquistão, a Índia, entre outros Estados da Ásia central no bloco de países apoiados pela Rússia.

Além de líderes destes países, Vladimir Putin falava perante membros observadores da organização, como os presidentes do Afeganistão, Bielorrússia e Mongólia. Também o Irão compõe esta lista de observadores.

O acordo com o Irão e a Síria

Aludindo à retirada dos Estados Unidos do acordo nuclear celebrado com o Irão em 2015, o presidente russo considerou que a medida "pode ainda destabilizar mais a situação" naquele país. Em alternativa, solicitou a concretização deste plano de ação conjunto, que o Irão ainda mantém com os outros cinco países signatários (Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha).

Já sobre o conflito sírio, realçou que "se conseguiram resultados significativos no combate ao terrorismo" devido aos "esforços do Governo da Síria [juntamente] com a Rússia, Turquia, entre outros parceiros".

"A atividade terrorista no país tem sido mitigada, abrindo caminho a uma solução política para o conflito", considerou, assinalando que o regime de Bashar al-Assad já controla um território onde vive 90% da população do país. A seu ver, "o Governo sírio cumpriu as suas obrigações e mostrou abertura para o diálogo político e agora a bola está do lado da oposição".

Vladimir Putin referiu-se também ao encontro entre os líderes dos Estados Unidos, Donald Trump, e a Coreia do Norte, Kim Jong-un, marcado para terça-feira, e destacou "a importância da China" na reaproximação entre estes países.