Abusos sexuais. Filho de Woody Allen e Mia Farrow defende o pai

Moses Farrow refere-se às acusações como "ataques imprecisos e enganadores".

O filho adotivo de Woody Allen e Mia Farrow defendeu, esta quarta-feira, o pai de todas as acusações de abusos sexuais de que este tem sido alvo. Moses Farrow publicou um extenso texto no seu blogue pessoal em que reafirma que a mãe o manipulava psicologicamente e coagiu a irmã Dylan a acusar o pai.

Moses define as acusações da irmã Dylan em relação ao realizador como "ataques imprecisos e enganadores". "Sinto que não posso continuar em silêncio enquanto ele continua a ser condenado por um crime que não cometeu", resume Moses, salientando que não está interessado na exposição pública mas apenas em dar a versão verdadeira da história.

Moses divulgou também esta sua posição na sua página pessoal no Facebook.

Nos últimos anos, Dylan tem vindo a acusar o pai de ter abusado sexualmente dela aos sete anos, o que este sempre desmentiu. No início deste ano, a filha adotiva de Woody Allen e Mia Farrow, agora com 32 anos, insistiu no assunto durante uma entrevista televisiva no CBS This Morning.

A entrevista, realizada em plena controvérsia devido ao escândalo de assédio e abuso sexual que abalou Hollywood, provocou desta vez mais reações, tendo havido várias personalidades a censurar o realizador ou a manifestar a intenção de não voltar a trabalhar com ele.

"Nunca abusei sexualmente da minha filha, como já concluíram todas as investigações que se realizaram há 25 anos", respondeu Woody Allen.

Agora que a poeira assentou, Moses Farrow lembra o contexto familiar em que cresceu, as mortes trágicas de três irmãos e acusa a mãe de exercer violência psicológica e até física sobre eles, incluindo os deficientes. "Era importante para a minha mãe projetar uma imagem de um agregado familiar feliz com filhos biológicos e adotivos, mas isso estava longe de ser verdade", escreve. "A disfunção fatal na minha casa de infância não teve nada a ver com Woody", acrescenta.

"Para todos nós, viver sob o teto da minha mãe era impossível se não fizéssemos exatamente o que nos era dito, independentemente de quão questionável fosse o pedido", lembra, descrevendo várias situações de que alegadamente foi vítima.

"Em suma, não era um lar feliz - nem saudável", resume. Depois, desmonta tudo o que diz ter acontecido a 4 de agosto de 1992, dia em que Dylan diz ter sido atacada por Woody Allen. Diz que havia cinco crianças e três adultos em casa e que seria impossível ter havido um abuso sem que ninguém notasse. Lembra que nessa época o realizador já não vivia com eles e que o escândalo do envolvimento com a filha adotiva, Soon-Yi, já tinha rebentado.

Moses, que se desligou da mãe, diz que foram necessários anos e ajuda profissional para recuperar da "triste verdade" da sua infância e daquilo que a mãe lhe fez.

"Enquanto isso, o meu pai continua a enfrentar ondas atrás de ondas de ataques injustos e implacáveis da minha mãe", lamenta, salientando que Woody Allen nunca foi condenado e que ao longo de 60 anos de exposição mediática apenas houve uma queixa, a da filha, contra ele.

"Depois de todo este tempo, basta", remata Moses.

A tomada de posição de Moses está a ser noticidada por vários órgãos de comunicação social, sobretudo publicações cor-de-rosa, como o The Hollywood Reporter ou a Vanity Fair...

...mas também canais generalistas, como a CBS.