A nova luta do Facebook: acabar com o porno de vingança

22h39 — 23 Maio 2018

Rede social vai criar mecanismo de defesa contra a publicação de fotos ou vídeos íntimos sem consentimento dos envolvidos.

O Facebook decidiu agir face ao crescente número de denúncias de "pornografia de vingança".

A rede social está a desenvolver uma aplicação capaz de ajudar o utilizador a criar um mecanismo de defesa contra a publicação de fotografias ou vídeos íntimos de pessoas próximas, ou conhecidas, sem o seu consentimento.

Mais de 80% das vítimas de revenge porn são mulheres, segundo a Safernet, ONG referência no combate à violação dos direitos humanos na internet, mas não existe uma contabilização fiável sobre o número real de vítimas de porno de vingança ou outro tipo de uso ilegal de imagens de outro utilizador.

Para combater este tipo de fenómeno, depois de desenvolver com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) o projeto de robô que utiliza o Messenger para criar diálogos com utilizadores, para prevenir e orientar sobre divulgação indevida de conteúdo sexual, o Facebook avança com o primeiro teste-piloto na Austrália e vai lançar o programa no Canadá, no Reino Unido e nos Estados Unidos.

Na prática, alguns meses depois de a rede social ter sido abalada pelo gigante escândalo de privacidade, o Facebook está a oferecer às pessoas a hipótese de enviar imagens de nudez para os seus representantes "especialmente treinados" para combater o fenómeno da pornografia de vingança.

Para tal, a empresa vai permitir que as pessoas façam upload de fotos nuas, ou de outras formas íntimas de si mesmas, que temam que sejam partilhadas na internet, sem o seu consentimento, quer através do Facebook, Instagram ou Facebook Messenger.

Para concretizar este programa, é essencial a impressão digital dessas fotos para impedir que elas sejam compartilhadas nas suas redes sociais.

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