Portugal-Espanha: Marcelo no Terreiro do Paço, Costa em Newark

Ana Meireles e Lusa22h19 — 15 Junho 2018

Presidente da República já disse ter a agenda livre no dia 15 de julho, o dia da final do Mundial.

Marcelo Rebelo de Sousa escolheu o Terreiro do Paço, em Lisboa, para ver o jogo de estreia de Portugal no Mundial, que se saldou num empate a três frente à Espanha.

Para o Presidente da República, que saltou, gritou e bateu palmas aos golos de Portugal, "ter o melhor do mundo fez a diferença". "Ele conseguiu um milagre, um milagre que é muito motivador para o resto do campeonato", disse Marcelo, que esteve acompanhado pelo presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, e Pedro Marques, ministro do Planeamento. Todos vestidos a rigor, com um cachecol da seleção ao pescoço.

"Se jogarmos acima um pouco daquilo que jogámos e com o Ronaldo a jogar tão bem como está a jogar nós podemos ir porventura até onde não imaginamos". Palavra de Presidente, que garantiu ter a agenda livre no dia 15 de julho, o dia da final do Mundial.

Já o primeiro-ministro assistiu ao empate de Portugal com Espanha em Newark (EUA), num ambiente frenético com mil portugueses, e no final, visivelmente satisfeito, elogiou esta seleção nacional que não desiste.

"Sofremos todos. Mas tão ou mais emocionante do que este jogo disputado até ao último segundo com a Espanha foi este ambiente extraordinário, esta força dos portugueses aqui em Newark a torcer pela nossa seleção", declarou António Costa. Consigo estava o governador do Estado de Nova Jérsia, o democrata Phil Murphy, que demonstrou ser entendido em futebol.

Depois de uma segunda parte em que Portugal esteve grande parte do tempo a perder por 3-2, o líder do executivo nacional deu um pulo de alegria quando, nos últimos momentos do jogo, na transformação de um livre direto, o capitão da seleção nacional repôs o empate, marcando o seu terceiro golo.

"Cristiano Ronaldo, pois claro", desabafou o primeiro-ministro perante os jornalistas portugueses.

Mas António Costa fez depois questão de salientar que esta seleção é um coletivo, que tem milhões de portugueses a apoiá-la.

"Não foi só Cristiano Ronaldo contra a Espanha, fomos todos nós a lutar por Portugal. Teoricamente, este era o jogo mais difícil e acabou como acabou. Temos uma equipa que não desiste, que esteve à frente, que passou para trás, mas não desiste, lutando até ao último minuto", declarou, tendo ao seu lado os secretários de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, e do Turismo, Ana Mendes Godinho.