José Fonte: "Se o mister quiser posso tocar bombo"

Lusa23h06 — 22 Junho 2018

Portugal joga o último jogo da fase grupos na segunda-feira frente ao Irão de Carlos Queiroz.

O internacional português José Fonte admitiu esta sexta-feira alguma dependência de Portugal por Cristiano Ronaldo, mas considerou que o grupo é equilibrado e tem mais solistas para tocar "violino ou bombo".

"Quem não gostaria de ter o melhor do Mundo? Tem peso importantíssimo na nossa equipa, temos de ser realistas. Teria em qualquer outra do mundo. Temos de jogar em função dos jogadores que temos. Há outros de qualidade. Neste momento tem quatro golos e quem diz que no próximo jogo não podem ser outros a marcar?", disse.

O 'capitão' luso é o melhor marcador do Mundial com quatro golos, três apontados no empate 3-3 com a Espanha e um no tangencial triunfo 1-0 sobre Marrocos: os rivais ibéricos lideram o Grupo B com quatro pontos, mais um do que o Irão de Carlos Queiroz, com quem o conjunto das quinas decide na segunda-feira um lugar nos oitavos, enquanto os norte-africanos já estão fora de prova, sem pontos.

Questionado por um jornalista brasileiro sobre se Cristiano Ronaldo seria, já, o melhor futebolista de todos os tempos, o central referiu dizer que "é e será sempre" a referência de Portugal.

"Para nós portugueses, Cristiano Ronaldo é o melhor e isso é que é importante. E vai ser sempre. É um debate muito relativo. Difícil. É o nosso Cristiano", assumiu.

Na quinta-feira, Fernando Santos falou da necessidade de Portugal saber tocar tanto violino como bombo, considerando que o equilíbrio ajudará aperfeiçoar o desempenho de Portugal no Mundial, que classificou com nota seis em dez, enquanto atribuiu sete aos resultados.

"Se o mister quiser posso tocar bombo, não tenho problema nenhum. Alguém tocará violino. Importante é haver harmonia, todos têm um papel na equipa. Importante sempre é ganhar", frisou.

Elogios para Rui Patrício, um guarda-redes que "acostuma sempre a grandes exibições nestas competições, depois de um Euro 2016 fantástico".

"Temos plena confiança no Rui como nos outros guarda-redes. E como é obvio, para nós defesas quando temos um guarda-redes a competir a um nível como o dele, é sempre muito gratificante. Dá-nos confiança. Calma. Temos alguém que é capaz de num momento safar ali uma situação mais perigosa, difícil. É um orgulho e honra jogar com o Rui e ver ao nível que ele está", completou.

A seleção portuguesa e o Irão, de Carlos Queiroz, defrontam-se segunda-feira em Saransk, às 19:00.

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