Ronaldo 3 - Espanha 3 em noite de novos recordes

O capitão da seleção tornou-se o quarto jogador da história a marcar em quatro mundiais.

A seleção portuguesa de futebol, com três golos de Cristiano Ronaldo, empatou hoje 3-3 com a Espanha, em encontro da primeira jornada do Grupo B, disputado em Sochi, na Rússia.

O capitão da seleção lusa, que se tornou o quarto jogador da história a marcar em quatro mundiais, faturou aos quatro minutos, de grande penalidade, aos 44, com a ajuda de um 'frango' de De Gea, e aos 88, na transformação perfeita de um livre direto.

Por seu lado, Diego Costa, aos 24 e 55 minutos, e Nacho, aos 58, faturaram para os espanhóis, que repartem o segundo lugar do agrupamento com Portugal, com um ponto, a dois do líder Irão, de Carlos Queiroz, que bateu Marrocos por 1-0.

O capitão da seleção, que tinha marcado um golo em cada uma das suas três presenças, em 2006, 2010 e 2014, igualou o brasileiro Pelé (1958 a 1970) e os alemães Uwe Seeler (1958 a 1970) e Miroslav Klose (2002 a 2014), os únicos que o haviam conseguido.

O 'rei' Pelé, o único tricampeão mundial da história, marcou seis tentos em 1958, um em 1962 e 1966 e quatro em 1970, Seeler apontou dois em 1958, 1962 e 1966 e três em 1970, enquanto Klose conseguiu cinco em 2002 e 2006, quatro em 2010 e dois em 2014.

Cristiano Ronaldo está muito longe dos melhores marcadores, pois só conta seis, mas já fez história face aos espanhóis, marcando num quarto mundial, 12 anos após a sua estreia na competição, com 21 anos.

Com os golos de hoje, Cristiano Ronaldo isolou-se no segundo lugar do 'ranking' dos marcadores lusos em Mundiais, ultrapassando Pauleta, que apontou três golos em 2002, ao conseguir um 'hat-trick' à Polónia, que Portugal goleou por 4-0, e um em 2006, no jogo inaugural, frente a Angola, num embate que a formação das 'quinas' ganhou por 1-0.

Cristiano Ronaldo tornou-se hoje o melhor marcador de sempre em seleções europeias de futebol, ao igualar os 84 golos do húngaro Ferenc Puskas.

No que respeita a seleções, Ronaldo já só perde para Ali Daei, que marcou 109 golos ao serviço do Irão.

"Há muita coisa a retificar, principalmente no aspeto defensivo. Permitimos que a Espanha jogasse sistematicamente. Temos qualidade, mas temos de ter intensidade também. A Espanha não permitiu que os nossos jogadores de qualidade tivessem a bola, circulassem a bola, porque pressionou sempre, jogou sempre próximo, encurtou espaços, encurtou linhas", declarou Fernando Santos à RTP no final do jogo.

Para o selecionador nacional, os três golos de Ronaldo são uma coisa "sempre importante. A atitude, no sentido de lutar". "Em termos de organização, estávamos bem posicionados, mas faltou-nos jogar mais rápido, mais perto, fizemos isso bem nos primeiros 10 minutos. Não é uma questão de baixar linhas, é jogar perto do adversário. Depois permitimos aquele jogo tique-taque, tique-taque. A Espanha acabou por fazer golos em lances não normais. Não vi as imagens do primeiro, não posso dizer se é ilegal, estou muito longe. O segundo é num lance perfeitamente anulável. (De zero a 10, daria a Portugal nota) seis".

"Acredito sempre em mim, trabalho para isso, mas quero frisar a resposta da equipa. Estivemos a ganhar, depois ficámos em desvantagem, mas nunca virámos a cara à luta, fomos até ao fim", afirmou Cristiano Ronaldo, também à RTP.

Na opinião do homem do jogo, "Portugal teve boas oportunidades, a Espanha teve o controlo bola. Foi um jogo bem disputado. Há que dar mérito à equipa, esteve bem, sacrificou-se bastante, e vamos acreditar até ao fim."

"Foi apenas o primeiro jogo. Jogámos contra um favorito, sabíamos que ia muito difícil, mas Portugal bateu-se bem e demonstrou que vai chegar até ao fim", disse ainda o capitão da seleção.

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