De joelhos ou punho no ar. Jogadores desafiam Trump durante hino nacional

Momento do hino no futebol americano tem sido um ponto de disputa entre o presidente e os jogadores, que assim se manifestam contra a injustiça social e a violência policial contra os afro-americanos.

Numerosos jogadores da liga profissional de futebol americano (NFL) desafiaram esta quinta-feira o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com novos protestos durante o hino nacional no primeiro dia da pré-temporada do campeonato.

Ajoelhados, levantando os punhos, sentados nos bancos ou nos vestiários, os jogadores mantiveram protestos contra a injustiça social e a violência policial contra os afro-americanos.

Com os protestos, os jogadores não só desafiaram Trump, mas também a NFL, que estreia nesta temporada um novo regulamento para multar as equipas cujos membros se ajoelhem durante o hino nacional, apesar de poderem ficar no balneário até ao início da partida.

Apesar disso, a NFL já anunciou que não irá punir os jogadores que agora protestaram durante o hino e que as regras de conduta estão em stand-by à espera de um acordo com a associação de jogadores.

Donald Trump, que considera o não estar de pé durante o hino uma falta de respeito pelos Estados Unidos, comemorou a aprovação do novo regulamento em maio e disse que os atletas que não se levantam durante o hino "provavelmente não deveriam estar no país".

O Presidente norte-americano chegou mesmo a pedir que a NFL expulsasse os jogadores que repetissem os protestos durante toda a temporada.

A Casa Branca suspendeu em junho a receção tradicional dos campeões da NFL, neste caso os Eagles, depois de muitos dos seus jogadores optarem por não comparecer ao evento.

Trump também não convidou o campeão da liga de basquetebol (NBA), o Golden State Warriors, depois de LeBron James, ainda nos Cleveland Cavaliers, ter anunciado que a equipa vencedora não iria à Casa Branca.