Mais de 5% pediu nacionalidade portuguesa em 2017

De acordo com o Relatório de Imigração, Fronteiras e Asilo relativo a 2017.

Mais de 37 mil cidadãos estrangeiros pediram a nacionalidade portuguesa o ano passado, o que comparando com 2016 representa um acréscimo de 5,2%.

O Relatório de Imigração, Fronteiras e Asilo de 2017 é divulgado esta quarta-feira na cerimónia do 42º aniversário do SEF - Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, que emitiu 28.673 pareceres, 27.362 dos quais positivos e 1.311 negativos.

Quem mais adquiriu a nacionalidade portuguesa foram os brasileiros, ao todo, 10.805, seguidos de 3.022 cabo verdianos, 2.539 israelitas, 1.960 ucranianos e 1613 angolanos.

Há outros estrangeiros em destaque, de países como: Turquia (1.329), Guiné-Bissau (1.258), São Tomé e Príncipe (835), Índia (646), Moldávia (438), Marrocos (390), Roménia (358), Nepal (297), Paquistão (254) e Rússia (235).

O documento a que a agência Lusa teve acesso, refere que "o crescimento acentuado de pedidos de nacionalidade de cidadãos oriundos de Israel e Turquia não deverá ser dissociado da alteração do regulamento da nacionalidade portuguesa relativo à naturalização de estrangeiros descendentes de judeus sefarditas portugueses."

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras adianta que a maior parte dos pedidos de nacionalidade portuguesa está relacionada com a naturalização (71%), seguido de estrangeiros casados ou em união de facto há mais de três anos com cidadãos portugueses (16%) e atribuição originária (6%).

Já por efeito da vontade de casamento ou união de facto, destacam-se os pedidos apresentados por pessoas do Brasil (2.378), Cabo Verde (498), Angola (454), Ucrânia (353), Índia (281), Guiné-Bissau (230) e Venezuela (188), além do Nepal (111), Paquistão (101), Marrocos (78) e Bangladesh (53).

Este relatório refere ainda que se verifica a existência de um grande número de estrangeiros que não sendo residentes no território nacional, efetuam o pedido de nacionalidade junto das embaixadas e consulados de Portugal da área de residência, como no Brasil, Reino Unido, França, Luxemburgo, Suíça e Emirados Árabes Unidos.